10 September 2009

em português prós portugueses...

esta é a primeira vez que escrevo no blog em português... pela simples razão, é para portugueses, principalmente para os que dizem ser cristãos... tudo começa aqui no blog do Junior (Faro)...cliquem no aqui para lerem e ficarem a par desta conversa interessante...
Pois é, a conversa já vai longa, mas parece que ainda não tá tudo dito... Quero frisar que não se trata de quem tem razão, quem está certo ou quem está errado... será talvez um confronto (não negativo) entre perspectivas diferentes... é simplesmente uma conversa de irmãos e irmãs sobre algo que por vezes fica nas entrelinhas...ou se quiserem, no dito pelo não dito... por isso, vamos dizer o que pensamos...em Amor, honestidade e liberdade...


Depois do meu comentário, também o meu ganda mano Ben comentou...e concordo plenamente com as palavras dele...Ganda Ben !!! Aqui vai o meu abraço :-)

Li também outros comentários e então foi isto que respondi :

Primeiro, não percebi ainda qual é o problema com padres ou a "Igreja" católica (sei que esse é um problema no meio “evangélico”)…neste momento congrego numa paróquia da aldeia mais próxima de onde vivo…quer lhe chamem católica ou outra coisa qualquer, mas é esta a expressão da Igreja aqui mais próxima…comecei a ir porque Deus me falou para ir, e agora acho que é uma boa maneira de me envolver na comunidade em que me insiro, para além de ouvir boas palavras e orações... dei-me muito bem com o padre que cá estava, mas agora mudou-se...para mim um homem cheio de Deus e com palavras e acções de me fazem ver a Cristo...confesso que no início tinha as minhas barreiras (com toda a bagagem que carregava na mente em relação à Igreja católica), não vejo grande diferença digo já, entre a “missa” católica e um culto “evangélico”… A menos que o que estiver em causa seja o tipo de louvor e a ordem da liturgia (é esse o termo né?) ... Quanto a “esta tem mais a ver com o meu estilo do que aquela”, então eu tava tramada, pois nunca encontrei uma “Igreja” com o meu estilo (ponho Igreja entre aspas pois estou a usar o termo como geralmente é usado...pois isso daria para mais outra loooonga conversa)
Não julguem irmã(o)s, para que não sejam julgados… pois a mesma medida que usarem...vocês sabem o resto...
Também não tou aqui a escrever para julgar ninguém... acho que muita gente pensa como pensa, ou acredita no que acredita porque assim lhe foi ensinado...por isso, se isto servir de alguma coisa, que sirva para nos questionar (coisa que poucos estão habituados)
Para deixar claro, os "católicos" também professam que Jesus é o seu Senhor…e quem somos nós para julgar o coração de outrem ? (eu própria já aprendi essa lição quando entrei numa "Igreja católica" com a intenção de julgar)...Sei quais são as faltas apontadas à "Igreja Católica", mas e os "Evangélicos", serão perfeitos? Haverá “Igreja” perfeita na terra? Pergunto eu? Creio que não irmãos... Se falamos de "Igrejas" como instituições, denominações ou religiões, então não há uma que não seja meramente humana... podemos apontar erros e falhas em cada uma...quer no presente, quer no passado...Mas vamos ter cuidado ao julgar aqueles que pertencem a essas organizalções humanas... seria o mesmo que dizer que o SLBenfica é melhor que o FCPorto...ou que os portistas são melhores que os benfiquistas... Não terão as "Igrejas" se tornado meros "clubes" a que as pessoas pertencem, a quem se identificam, onde se sentem bem, onde sentem que pertencem, onde recebem algo de bom?!! É uma questão...
Se fossemos um pouco menos orgulhosos e persunçosos (naõ sei se é assim que se escreve), se calhar poderiamos complementar-nos nas falhas de cada um e aprendermos com os dons e qualidades de uns e doutros (como individuos e como grupos)...Não estou a condenar uma ou outra expressão de "Igreja", pelo contrário, acho que devemos cada vez mais respeitar e apreciar as diferenças de cada um...
Já agora, se repararem bem no que o Júnior escreveu , e por isso não concordo com alguns dos comentários, não vejo própriamente aquele senhor de meia idade a compartilhar a boa nova de Jesus, mas apenas perguntou àquela jovem se ela já foi a uma "Igreja evangélica"… infelizmente é isso que é ensinado em muitas Igrejas, a levar as pessoas a congregar nesta ou naquela (de preferência a nossa, para ter mais membros e poder dizer a outros o quanto o nosso ministerrio é um sucesso)… quanto a ministérios de evangelismo, o alvo final é sempre "encaminhar as pessoas que aceitam Jesus a congregar numa "Igreja local" (desculpem aqueles que não estão a perceber nada destas palavras, mas é assim que se fala entre "crentes")...
não quero também julgar esse senhor, provavelmente disse o que disse com a melhor das intenções, se calhar foi tudo o que lhe tem ensinado que deve fazer como um “bom cristão evangélico”…(um pouco como as testemunhas de Jeová o fazem)… provavelmente, e infelismente também lhe deve ter sido ensinado que a "Igreja católica" não tem Jesus como seu Senhor ("é povo a alcançar"), e que por isso não é realmente "Igreja" como a Evangélica (o mesmo pensam alguns "católicos" e por aí adiante...estão a ver que rico exemplo damos a quem não tá a perceber nada desta conversa?)…
Irmã(o)s, temos que parar com este tipo de julgamentos… Jesus orou para que fossemos um, nas poucas orações que foram registradas nos Evangelhos…e o que nós fazemos? Andamos à batatada uns com os outros, “porque a minha Igreja é melhor do que as outras”, “porque nós é que temos a Verdade”… ou até boas razões como “ porque nós temos mais ministérios de misericórdia”, “porque nós oramos mais” (bem, disso poucos se devem gloriar tendo em conta a participação em reuniões de oração...sim, pois infelismente a vida de oração foi reduzida, para muitos,a breves e pequenas reuniões ), “porque nós fazemos mais missões”, etc..etc..Cuidado irmã(o)s com as nossas palavras, pois seremos julgados na mesma medida que julgarmos os outros…
Eu mesma já “evangelizei” nas ruas de várias formas... E sabem o que sempre pesou no meu coração? Para onde irei dirigir essas pessoas? (Nunca me convenceu indicar "Igrejas locais" que desconheço, ainda que por vezes tinha que o fazer pois estava a serviço de uma dessas "Igrejas locais")... Até Deus me fez esta pergunta um dia, quando orava por amigos meus :“e agora,e se todos esses aceitassem seguir-me, para onde os levavas ?”...foi ai (há mais de 10 anos atrás), que comecei a olhar para a "Igreja"... Não conseguia imaginar nenhum dos meus amigos a ir a nenhuma das "Igrejas" que conhecia :-(...
Atenção, antes de continuar quero deixar algo claro :
conheço muito boa gente que faz parte dessas "Igrejas" e muitas tenho a certeza que os meus amigos até iriam gostar de as conhecer... há muita gente com belíssimos corações... Não quero de modo algum ofender pessoas... estou mais a falar da "Igreja" como organização, ou de ideias que essas organizações defendem... de modo algum falo de pessoas...que isso esteja claro desde já...
continuando...
O que mais me entristecia quando falava de Jesus nas ruas a desconhecidos era quando eles me perguntavam a que "Igreja" ía, ou se sabia de alguma "Igreja" por ali...e na verdade, eu não conseguia indicar uma que eu soubesse que essa pessoa seria bem recebida e acompanhada... (Nunca fui “membra” de nenhuma "Igreja" pois servi na Jocum por 5 anos, até que me juntei a um grupo de amigos para SER Igreja (ou tentar SER a parte que me cabe)...Naõ quero ser eu a persunçosa agora, nem a julgar, mas a verdade é que cheguei a levar algumas dessas pessoas a "Igrejas", e arrependi-me... Essas pessoas eram geralmente “diferentes”, em geral pobres, aparentemente “mal vestidos”, alguns com os seus vícios... Um “bom crente” até me disse directamente “se ao menos eles tomassem banho!”, ao que fiquei sem palavras de tão chocada... E quando essas pessoas entravam numa Igreja (não quero dizer todas, mas a minha experiência), eram olhadas de cima a baixo...a mensagem e todas as expressões não faziam sentido para aquela pessoa...até eu me sentia mal por essas pessoas...até envergonhada da minha família (a Igreja)... Já para nem falar das vezes que eu entrei em “Igrejas” em que me tentaram evangelizar, pois para certos “crentes” , eu não tenho a aparência do que é ser cristã...(e na altura nem tinha tatuagens nem todos os piercings que tenho hoje, mas era simplesmente diferente do “normal)... até já me aconteceu uma vez ser chamada a atenção (não a mim, mas à liderança da Jocum) sobre a maneira como me vesti quando fui traduzir um grupo da Holanda a uma Igreja... a verdade é que não tinha outra roupa, pois interrompi o meu "inter-rail" para ficar um mês na Jocum a traduzir este grupo... Isto é triste !!! Quando será que um mendigo da rua terá lugar para falar em algum púlpito ?! É uma questão... ou será que quando somos cristãos não podemos ser pobres ?! Já nem falo de estilo de roupa...
Tudo isto me entristece... Tudo isto ainda é uma realidade em muitas “Igrejas”...
Creio cada vez mais que nós não somos chamados a levar pessoas à “Igreja”,(como o Ben bem disse, as pessoas não são alvos a abater... isso é uma imagem horrivel, mas às vezes é o que parece) mas a discipular, através da oração, do nosso apoio constante, do nosso exemplo de vida (nas falhas e proezas...não temos que ser uns santinhos, mas acima de tudo honestos e transparentes), e a fazer com que outros sejam também parte desta família que é a Igreja...
Nos últimos tempos até já podemos ver alguns índices de mudança e esperança dentro da “Igreja Evangélica”, à medida que várias denominações começam a quebrar as divisões ridiculas que existem entre uns e outros… Mas isso não é suficiente… enquanto não abraçarmos (e creio que muito perdão terá de ser ministrado de ambas as partes) os nossos irmãos e irmãs "católicos" (principalmente em Portugal pois noutros países já não se nota tanto essa separação), "protestantes" e outras variantes que por aí há no mundo inteiro… e se nos rejeitam, a nossa parte é simplesmente amar e fazer tudo para chegarmos perto... Separarmo-nos e criarmos o nosso próprio mundinho não seria a solução de Jesus...
“Sejam um, como eu e o Pai somos um”, “Amem-se uns aos outros para que o mundo saiba que são de facto meus seguidores”… São estas as palavras de Jesus…
E ao escrever tudo isto, quero salientar que escrevo em Amor…pois amo a Igreja, o Corpo de Cristo, e entristece-me bastante muitas coisas que vejo e ouço… Naõ suporto fundamentalismos, sejam "evangélicos", "católicos" ou outra qualquer religião... Pois como também se aprende (nesses 4 passos para a salvação), a religião não salva ninguém... E todos no fundo estamos numa caminhada... Sejamos cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, budistas, etc...todo o ser humano está a ser chamado pelo Grande Deus Vivo, para quem nada é impossível, quem morreu por TODOS... Quando TODOS O desprezávamos...
Não me considero perfeita, nem pouco mais ou menos…mas ao reconhecer as minhas imperfeições, as minhas falhas e fraquezas, a minha pequenez, Deus tem me ensinado a não julgar os outros, tenho aprendido mais um pouco sobre o que realmente significa viver na graça de Deus e oferecer essa mesma graça a todos os outros… principalmente quando me vejo confrontada com as minhas próprias falhas (o que para muitos "evangélicos" não pode ser, pois nós devemos ser santos, imaculados...)... achei engraçado no outro dia, a minha irmã falou-me acho que de um livro...onde dizia há porta de uma "Igreja" : "proibida a entrada de pessoas perfeitas"...eh, eh, eh...diz tudo... o mal de nos acharmos perfeitos é que "os outros", que não são como nós são "os imperfeitos", os que estão errados, etc...

Mas voltando ao blog, que já me extendi demais... se ouvirmos as palavras de Jesus, não me recordo de nenhuma situação em que ele tenha dito “já foste à minha Igreja?”, nem mesmo “’Já me aceitaste como Senhor e Salvador da tua vida?”… Jesus é quem nos escolhe, não nós a ele…Jesus é quem chama a cada um de nós, os que reconhecemos (por obra e graça do Espírito Santo que nos concede a fé… um dom de Deus, para que ninguém se glorie) que Jesus Cristo é o Messias , o filho do Deus Vivo… Jesus é quem nos envia a FAZER DISCÍPULOS, como o Ben bem disse, a fazer amigos, não apenas a desbobinar o Evangelho em quatro passos e perguntar à pessoa se quer aceitar Jesus, e depois claro, convencê-la a ir a uma "Igreja local"… e se não aceitar azar o dela, deve ter o “coração duro”...Não somos nós chamados a amolecer corações? Fazer discípulos implica para mim darmos a nossa vida por aqueles que O Senhor está a chamar… a AMAR... nem que eles nunca venham a reconhecer claramente que Jesus é o seu Senhor (sim, pois "claramente" só Deus é que sabe mesmo, ainda que muitos fácilmente dizem "aquele é crente", ou "aquele não é")…
Não foi isso que Jesus fez? Deu a sua vida por aqueles que o odiavam, por aqueles que o mataram, por aqueles que o trairam, pelos doentes, pelos pecadores, pelos desprezados e oprimidos, pelos que sofrem injustiças, pelos homossexuais, pelos toxicodependentes, pelos politicos, pelos jovens, velhos e crianças…enfim, pelos pobres (de espírito)… Dar a vida é bem diferente do que dar um folheto e ir embora...
Não li em nenhuma parte na Biblia que Jesus tenha dado a sua vida pelos que iriam (num futuro longínquo) à "Igreja Evangélica", ou qualquer outra…
E “ir à Igreja” não quer dizer que a pessoa é perfeita ou santa...seja qual “Igreja” for... Mesmo sermos seguidores de Jesus, não quer dizer que nunca falhemos mais... Vamos sempre falhar...até o próprio Pedro negou a Jesus depois de ter vivido com Ele por uns anos e saber que Ele é o filho do Deus Vivo...mesmo depois da ressurreição, Pedro falhou quando não queria aceitar os gentios como parte da Igreja...como Paulo disse, por mais que conheçamos e amemos ao Senhor, vamos sempre ter um “espinho na carne” para nos esbofetear, para nos lembrar, que a graça de Deus é suficiente, e TODOS PRECISAMOS CONSTANTEMENTE DESSA GRAÇA... Para que ninguém se glorie de si mesmo, para que ninguém se atreva a dizer que “eu é que sou um bom cristão”...
Por isso sim, interessa o conteúdo da conversa entre aquele senhor e aquela jovem que provavelmente não percebeu nada do que se passou ali … Entre pregar mal o Evangelho e não pregar, mais vale não pregar… Quando Paulo exorta a Timóteo (eu acho , naõ tenho uma Biblia aqui) para pregar o Evangelho em tempo e fora de tempo, não creio que estivesse a dizer para não deixar de convidar as pessoas para ir à Igreja…ou que apresentasse o plano de salvação em 4 simples passos…mas para viver o Evangelho a todo o tempo...”e quando necessário, usar palavras”... para instruir, repreender, etc (eu creio que aqui estava a falar de cristãos)
enfim, acho que já disse o suficiente sobre tudo isto… e muito mais poderia dizer…

Só mais uma coisinha... Vamos ser honestos quando vemos ou ouvimos algo que está errado...muitos cristãos têm a mania de nunca criticar o que vem de outro cristão ou da “Igreja”, pois “é para Deus”, “é com boas intenções”...sim, não vamos julgar as intenções de cada um, mas não é mal nenhum criticar (para construir), na medida em que é para identificar um erro (se existe) e mudar, se for preciso...(nisso o Ben é craque...muita gente se ofende com o que ele diz, mas para mim é um dom de honestidade...o que ele pensa, diz...não tá com falinhas mansas)...podemos até estar errados na nossa crítica, mas pelo menos damos espaço a diálogo, e não apenas a “engolir” tudo o que dizem ou fazem só porque é com boas intenções...

E acho que me alarguei... fico por aqui que já devem tar fartos de texto sem nem uma foto :-)

Tou aberta a críticas... e perdoem-me se ofendi alguém... como já disse , e volto a frisar, não é uma crítica a pessoas...

PAZ

11 comments:

Júnior said...

É isso ai... Vamos abrir o coração e falar em amor o que pensamos, pois normalmente falamos somente o "politicamente correcto" ou o "sem desafazer..." Gostei da partilha Bárbara ;-) Realmente tem coisas que ainda não compreendo e principalmente os conhecidos "porquês"... Limitamos tanto o Reino de Deus! Enquanto alguns o limitam (O Reino de Deus) ao Cristianismo outros ainda o reduzem mais ao "evangelicalismo" pós-reforma. É isso ai pessoal vamos falar e partilhar sem medo e amando ao próximo! Hasta!

Sidnei said...

Olá Bárbara. Valeu. Temos o sério desafio de alcançar esta geração. Vivemos em Portugal com os Modernos e os pós-modernos (e talves até com os pré-modernos). Se não quebrarmos paradigmas, entendermos sua cosmovisão e aprendermos a falar sua linguagem, nós fracassaremos. O cristianismo que já é histórico na Europa será tão somente uma lenda de um passado medieval. Jesus foi contemporãneo e ao mesmo tempo revolucionário com a Sua época, e continua sendo para esta época. Podemos também sê-lo sem perder os valores que são eternos.
Quero mesmo entrar em contacto contigo. Havia um desejo nosso de trazê-la aqui ao norte em Albergaria, próximo a Aveiro, Lembra-se? Precisas conhecer nosso trabalho com os jovens daqui, que aliás querem muito te conhecer e me cobram isso até hoje. Foi um prazer descobrir teus blogues. bjão. Sidnei

clara porfírio said...

li tudinho daqui e do blogue do Júnior.. e muito teria a dizer ...mas por agora deixo só 1 sugestão de 1 outro post de 1 blogue que me pareceu interessante e que também está relacionado, especialmente com a questão do Amor, de nos amarmos uns aos outros...
http://esperoserutil.blogspot.com/2009/04/que-se-amassem.html
e tem por lá mais posts interessantes, mas ainda não investiguei! E já AGORA, abaixo o "Evangeliquês!"... não querendo ofender ninguém, pois até eu sou "vítima" desta linguagem "quadrada" e já há 1s anitos para cá que digo :Balelas!...para o que vierem a pensar...e por isso boa Ben, assim é q é fazê-las...assim como tu Baba!! Buga essa vamos dialogar sobre o que é ser "igreja" afinal de contas!!! Abraço!

aragaot said...

(cópia do post do blog do Junior)

Ser, sentir/Amar, agir/servir, falar fazem parte da autenticidade necessária para Viver o cristianismo. Falar sem servir, ou amar sem falar são parcelas de uma equação que ficou a meio, insípida e sem resultado.

O VIVER atrás descrito deve ser uma verdade para os Modernos e Pós-Modernos, ambos reais na sociedade e ambos famintos de autenticidade.

Ser , sentir, agir e falar, podem e devem ser desenvolvidos e aperfeiçoados continuamente, quase sempre com esforço para que todos possam conhecer a VERDADE.(...)

aragaot said...

A "boa noticia" da salvação através de Cristo deve ser transmitida de todas as formas possíveis com autenticidade e respeito, transmissão de vida, independentemente da religião, aparência, costumes, língua etc. A mensagem é para os pecadores, não para os santos, mas é um chamado à regeneração. Não existe boa notícia sem transformação de vida. A diferença entre os Santos e pecadores, não é os primeiros serem "Santinhos" mas decidirem querer corrigir tudo o que se aperceberem que está errado, aceitando os critérios divinos e a purificação do seu passado pelo que Cristo fez. Não nos podemos nunca conformar com o pecado mas devemos sempre respeitar e amar o o que o pratica. (no qual se inclui a pessoa da igreja q n acolhe um ser humano).

Tiago Aragão
Aragão

gaffycowan said...

i would love to know what this says?

Júnior said...

Mesmo comentário que postei no meu blog!
Meu pensamento foi re-confirmado por um amigo ao dizer que nos falta base das Escrituras para apoiar o que pensamos. Eu já tinha visto que os comentário não apresentam base das Escrituras, mas qual o problema?
A linha é muito ténue e corremos o risco de expressarmos, com boa intenção, nossa vontade de ver o crescimento do Reino, mas lembro-vos vivemos e somos influenciados por aquilo que está a nossa volta, ou seja, a nossa cultura. Já nosso irmão Paulo nos advertia: "Tenham cuidado para que ninguém vos domine por meio de filosofias engenhosas e enganadoras, baseadas em tradições humanas e reflectindo a sabedoria falível deste mundo, (vejam bem) mas que não corresponde à doutrina de Cristo" (Cl.2:8 / Ef.5:6).
Não devemos partir do princípio e ter como base a nossa cultura, mas sim as Escrituras de Deus. Ela deve ser nossa base sólida e absoluta.
O Salmista já dizia "Escondi a tua Palavra no meu coração, para eu não pecar para ti" (Sl.119:11). O desafio é este, confrontar nossa "visão" e ideias com a própria Palavra de Deus para ver se de facto não estamos ser influenciados pela nossa cultura, talvez pós-moderna, e baseada em tradições humanas falíveis.

Baba said...

Uma questão que sempre coloquei a mim própria e a Deus...o que é afinal a "boa notícia de salvação"? pode parecer uma pergunta estúpida, mas tentem seguir o meu raciocínio...uma "boa notícia" tem que fazer sentido para a pessoa que a recebe, certo?... e tem que ser algo que é esperado, certo?... hoje recebi uma muito boa notícia... o Mathias e a Nora tiveram hoje uma filha, Hanna...Uau!!! Não imaginam o quanto estou feliz... Agora, e vocês? faz algum sentido? Nem sequer conhecem o Mathias e a Nora...
O.K, agora em relação a Jesus... Os judeus estavam à espera de um salvador...tinham bué de profecias que falavam daquele que os iria libertar dos seus pecados...por isso, para os Judeus fazia todo o sentido a boa notícia de um salvador, redentor dos nossos pecados... A minha questão nestes tempos é : o que é para esta geração uma boa notícia? Um salvador? provavelmente eles vão pensar assim : "- para que é que eu preciso de um salvador? ser salvo de quê?"...Sabemos que, consciente ou inconscientemente, de alguma forma, todos os seres humanos buscam a Deus... Mas o que é a "boa notícia" tão esperada? talvez seja diferente para cada um...por isso, antes de dar uma "boa notícia" (que Jesus de certo o é), precisamos conhecer e ouvir as esperanças e anseios das pessoas... o que elas esperam ?

e outra questão em relação a compartilhar com outros essa "boa notícia" : o que podemos dizer de um mudo cristão? (para os que dizem que temos que falar)...o que podemos dizer de um iletrado? (que nem a Bíblia sabe ler)...o que dizer de um pobre que nem Bíblia tem?...

O.K, ficam as minhas questões...vou amanhã para a Alemanha, a um casamento, não sei quando vou conseguir escrever mais...mas tou a gostar dos comentários e era bom que mais se juntassem a esta discussão...
PAZ

Baba said...

já agora Sidnei...sim , lembro do teu convite já há uns 3 anos, mas nunca recebi mais contacto nenhum...de qualquer forma, uma sugestão...porque é que não leva os jovens a uma visita ao Monte dos Carvalhos... posso fazer um almoço...ou podem acampar um fim de semana... assim podemos conversar à vontade...
só uma ideia que me passou na cabeça...
Diga aos jovens que eu sou uma pessoa como outra qualquer :-)... gostava de os conhecer também...
PAZ

Sidnei said...

Faz muito sentido o que escreveste, Bárbara. Penso que antes de dar as boas novas, temos que nos interessar de facto por eles, ou seja amá-los, para então prepará-los para receber estas boas novas, que deverão ser apresentadas na sua linguagem, sem preconceitos e sem paradigmas. Valeu Bárbara. A tua idéia é boa. Vou levá-la para a turma. Na verdade, tentei algumas vezes. Mas o que importa é que te achei. Boa viagem. Vá na Paz e leve-A. Bjs. Sidnei

aragaot said...

Tentando responder às questões da Barbara:

É certo que na cultura pós-cristã à semelhança das culturas não cristã, podem culturalmente não esperar um "salvador" ou não acharem que necessitam de nada, consideram que "estão bem como estão ..." mas como disseste "todas s pessoas buscam a Deus" o genuino, Eterno e imutável, etc. completando o que já disse a grande e estrondosa noticia é que podem "começar de novo", renovados de consciência limpa em estreia relação com o seu pai e criador, agora e para sempre. Não é isto fantástico??